Um vídeo que circula nas redes sociais mostra o momento em que o prefeito de Tucuruí, Alexandre Siqueira, afirma que os serviços de saúde e educação prestados nas aldeias indígenas poderão ser suspensos caso continue a interdição da BR-422, conhecida como Transcametá.
O bloqueio da rodovia começou na última segunda-feira (22), quando cerca de 200 indígenas de quatro aldeias da Terra Indígena Trocará interditaram um trecho da BR-422 para cobrar medidas contra a extração ilegal de madeira e o cumprimento de compromissos assumidos pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT). Entre as reivindicações está a entrega de caminhonetes destinadas ao atendimento das comunidades.

A declaração do prefeito gerou críticas, já que a saúde e a educação são direitos assegurados pela Constituição Federal. Lideranças indígenas e parte da população questionaram a possibilidade de interromper esses serviços como forma de pressionar pelo fim do protesto.
Os críticos defendem que o impasse seja resolvido por meio do diálogo entre as partes, sem que direitos essenciais das comunidades indígenas sejam comprometidos.

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