Pacientes com doença renal crônica enfrentam dificuldades para conseguir transporte sanitário para sessões de hemodiálise em Belém. O problema afeta moradores dos distritos de Icoaraci e Outeiro e do bairro Terra Firme, que dependiam de uma van disponibilizada pela Prefeitura para chegar às unidades de tratamento.
De acordo com informações, a situação começou no dia 4 de agosto, quando o veículo apresentou problemas e o serviço que realizava a rota foi interrompido. Desde então, familiares de pacientes têm buscado alternativas para garantir a ida às sessões, incluindo o pagamento de transporte particular e o uso de ônibus.
A dificuldade é ainda maior no retorno para casa. Após a hemodiálise, muitos pacientes ficam debilitados, o que torna o deslocamento por conta própria mais difícil, principalmente para aqueles que precisam percorrer longas distâncias.
Pacientes e familiares registraram reclamações na Ouvidoria do SUS e na Coordenação de Renais Crônicos da Secretaria Municipal de Saúde de Belém (Sesma). Na quarta-feira (19), eles receberam uma resposta, na qual a coordenação informou que o setor de transporte da secretaria não havia disponibilizado o veículo necessário para o retorno da rota.
A Secretaria Municipal de Saúde de Belém (Sesma) informou, em nota, que três dos dez veículos contratados para atender às nove rotas de transporte de pacientes em tratamento de hemodiálise ficaram temporariamente indisponíveis.
A hemodiálise é um tratamento médico que utiliza uma máquina para filtrar e limpar o sangue, substituindo a função dos rins quando estes estão doentes ou apresentam insuficiência grave. As sessões precisam ser realizadas continuamente, o que aumenta a preocupação dos pacientes e familiares com a falta de transporte adequado.
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