A Copa do Mundo de 2026, que começou em 11 de junho e é disputada nos Estados Unidos, Canadá e México, promete se tornar um gigantesco evento de apostas esportivas. Projeções de empresas do setor e fornecedores de tecnologia esportiva indicam que o volume global apostado durante a competição pode alcançar até US$ 60 bilhões, cerca de R$ 310 bilhões, superando com folga os US$ 35 bilhões registrados na Copa de 2022.
O crescimento é impulsionado pelo novo formato do torneio, que passou de 64 para 104 partidas, ampliando significativamente as oportunidades para apostas pré-jogo e ao vivo. O evento também ocorre em um momento de fortalecimento do mercado regulado brasileiro, cuja regulamentação das apostas de quota fixa entrou em vigor em janeiro de 2025.
Brasil pode representar 10% do mercado global
Especialistas do setor avaliam que o Brasil pode responder por aproximadamente 10% do volume global de apostas durante a competição.
Segundo levantamento realizado pela Creditas em parceria com a Opinion Box, 56% dos brasileiros pretendem apostar ou participar de bolões durante a Copa do Mundo. Entre os jovens de 18 a 24 anos, esse percentual chega a 70%, demonstrando o forte interesse dessa faixa etária pelo segmento.
Outro dado relevante aponta que 38% dos apostadores brasileiros costumam utilizar plataformas de apostas durante as edições da Copa do Mundo, reforçando o potencial de expansão do mercado no país.
Mercado regulado deve ganhar força
Para Stefano Andrade, da BB Gaming e do portal bra.bet.br, a regulamentação trouxe mais segurança aos consumidores e deve impulsionar a entrada de milhões de novos participantes no setor.
“O crescimento não virá apenas do apostador recorrente, mas principalmente de milhões de brasileiros que terão seu primeiro contato com plataformas reguladas durante o torneio”, afirmou.
A expectativa também é de aumento na migração de apostadores para plataformas autorizadas pelo Ministério da Fazenda, fortalecendo o mercado regulado e ampliando a arrecadação tributária gerada pela atividade.
Hans Schleier, diretor de marketing da Casa de Apostas, avalia que o avanço das bets é resultado do amadurecimento do setor nos últimos anos. “É um mercado que se tornou mais estruturado e ganhou o conhecimento do público em geral”, disse.
Já Marco Tulio, da Ana Gaming, destaca que a Copa do Mundo tem capacidade de mobilizar públicos que normalmente não acompanham o universo das apostas esportivas.
A estimativa é reforçada por Darren Small, da Sportradar, que acredita que a receita gerada pelas apostas durante a competição ultrapassará US$ 50 bilhões.













