A Vale iniciou a implementação gradual de um novo modelo de jornada de trabalho em unidades operacionais e administrativas no Pará e em Minas Gerais. A proposta prevê a substituição do tradicional regime 6×1 por escalas mais flexíveis, como 5×2 e 4×3, sem redução salarial ou perda de benefícios aos trabalhadores.
A mudança foi construída em negociação com sindicatos da categoria, entre eles o Metabase de Itabira, e deve atingir áreas ligadas aos complexos mineradores , Serra Leste e Sossego, no Pará.
O acordo assinado ontem (7) na SRT-MG, estabelece diretrizes que se estendem a todas as unidades da mineradora, incluindo as operações no Sudeste do Pará, garantindo o fim da escala 6×1 e a jornada de 40 horas.
Segundo o superintendente do Ministério do Trabalho e Emprego
Carlos Calazans: “É a primeira grande empresa do Brasil a adotar esse modelo… o acordo tem validade para todas as unidades da empresa“.
Novo modelo de jornada
Pelo novo formato, trabalhadores poderão atuar em escalas com mais dias consecutivos de descanso, dependendo da função e da área operacional. O acordo mantém salários e benefícios atuais, mesmo com a reorganização das jornadas.
A implantação ocorre de forma gradual, inicialmente em projetos-piloto e setores específicos, antes da expansão para outras gerências da companhia.
Saúde e segurança entre os principais fatores
Entre os motivos apresentados para a mudança estão a redução da fadiga física e mental dos trabalhadores, especialmente em atividades ligadas à mineração, onde há exposição constante ao calor, longos deslocamentos e operações de alto risco.
A empresa também busca reduzir acidentes relacionados ao cansaço excessivo e melhorar as condições de bem-estar dos funcionários. Outro objetivo é tornar a política de recursos humanos mais atrativa diante da disputa por mão de obra qualificada no setor mineral.
A adoção de jornadas mais flexíveis pela Vale também pode aumentar a pressão sobre empresas terceirizadas e outras mineradoras da região para aderirem a modelos semelhantes de trabalho. A expectativa é que as mudanças avancem gradualmente conforme os resultados operacionais e os acordos sindicais em andamento.













