A Vale intensificou suas ações ambientais na Amazônia e já superou metade da meta florestal estabelecida para 2030. A iniciativa integra a estratégia da companhia para zerar as emissões líquidas até 2050 e tem como principal foco o sudeste do Pará, região diretamente impactada pelas operações minerais.
Meta florestal: 500 mil hectares entre proteção e recuperação
A meta da Vale está estruturada em duas frentes principais. A primeira envolve a proteção de 400 mil hectares de florestas nativas, com atuação conjunta com órgãos ambientais federais. Um dos exemplos é o Parque Nacional dos Campos Ferruginosos, área estratégica para conservação da biodiversidade em Canaã dos Carajás.
A segunda frente prevê a recuperação de 100 mil hectares de áreas degradadas. O trabalho inclui investimentos em modelos sustentáveis por meio do Fundo Vale, que apoia iniciativas de restauração com geração de renda, como sistemas agroflorestais.
Até este mês de março de 2026, a companhia já havia ultrapassado 50% da meta de proteção. Em 2024, o acumulado superava 218 mil hectares entre áreas conservadas e em processo de recuperação.
Tecnologia e monitoramento na Amazônia
A empresa tem adotado soluções tecnológicas para ampliar a eficiência das ações ambientais. O uso de drones permite a semeadura em larga escala, enquanto ferramentas de inteligência artificial ajudam a identificar áreas com maior risco de desmatamento e incêndios.
Outra frente envolve o fortalecimento da bioeconomia. Startups que atuam com agricultura familiar no Pará combinam espécies nativas com culturas comerciais, como cacau e açaí, gerando renda e incentivando práticas sustentáveis.
Nos municípios de Parauapebas, Canaã dos Carajás e Marabá, a meta florestal traz efeitos diretos na economia e no meio ambiente.
A expectativa é de geração de milhares de empregos nas cadeias de restauração e produção sustentável. A recuperação de nascentes e matas ciliares contribui para a segurança hídrica da região, beneficiando tanto as operações industriais quanto o abastecimento urbano.
Além disso, a empresa aposta na geração de créditos de carbono a partir das áreas preservadas e recuperadas. Esses ativos podem ser comercializados e reinvestidos em novos projetos, ampliando o alcance das ações na própria Amazônia.
Estratégia ambiental e pressão por resultados
A meta florestal da Vale se insere em um cenário de maior cobrança por práticas sustentáveis no setor mineral. O cumprimento das metas ambientais, aliado à transparência nos resultados, influencia diretamente a atração de investimentos e a continuidade das operações em áreas sensíveis.
Com mais da metade do objetivo já alcançado, a companhia amplia parcerias e acelera projetos para cumprir o compromisso até 2030, mantendo o Pará como eixo central dessa estratégia













