O apelido “Marabala”, associado a execuções a tiros e a um período de violência intensa, voltou a circular no início de 2026 diante da sequência de homicídios registrados em Marabá nos últimos dias. A situação chama atenção pelo fato de o município ser administrado por um prefeito com histórico profissional na área policial, o delegado Toni Cunha, o que amplia a expectativa por respostas mais firmes na área da segurança pública.
O caso mais recente ocorreu na noite de domingo, no bairro São Félix I. Um ataque armado interrompeu uma festa de aniversário infantil quando dois homens chegaram em uma motocicleta e efetuaram diversos disparos dentro do imóvel. Maciel Sousa Rodrigues morreu no local. Durante a ação, um cachorro também foi atingido e morreu, e uma criança de nove anos ficou ferida por bala. O crime aconteceu por volta das 21h, em um ambiente familiar, e está sendo investigado pela Delegacia de Homicídios.
Dias antes, ainda no núcleo São Félix, outro homicídio provocou forte comoção. Marley da Silva de Sousa, de 28 anos, foi executado dentro da barbearia da própria família, enquanto trabalhava, na presença do pai. Os autores surpreenderam a vítima e fugiram em seguida. Até o momento, ninguém foi identificado.
No núcleo Cidade Nova, bairro Novo Planalto, Marcos Pontes Pereira, de 26 anos, foi morto a tiros no início da noite de quarta-feira. A Polícia Militar encontrou o corpo com múltiplas perfurações.
Os crimes, registrados em curto intervalo de tempo e em diferentes regiões da cidade, expõem a frequência e a intensidade da violência, atingindo residências, comércios e locais de convivência social. Moradores relatam sensação constante de insegurança e apontam a ausência de ações integradas, investimentos em prevenção e presença ostensiva como fatores que favorecem a atuação criminosa.
Diante desse cenário, cresce a cobrança por medidas mais efetivas por parte da gestão municipal e dos órgãos de segurança. Para a população, a repetição de homicídios e a percepção de impunidade fazem Marabá reviver um estigma que muitos acreditavam superado, mas que volta a ganhar espaço no discurso popular: “Marabala”.














