Uma investigação policial sobre a morte da empresária Giovanna Coelho Gomes, ocorrida após uma cirurgia plástica em um hospital particular de Belém, no Pará, foi concluída com o indiciamento de quatro médicos. O caso aconteceu após procedimentos estéticos realizados em 7 de agosto.
Segundo as informações, a paciente passou por procedimentos nos seios, abdominoplastia, lipoaspiração e enxertia. Após a operação, permaneceu internada para acompanhamento, mas apresentou dores intensas durante o período pós-operatório.
A situação clínica se agravou posteriormente e, de acordo com a família, Giovanna perdeu a consciência e foi encaminhada para uma sala destinada a pacientes em estado crítico. Ela sofreu paradas cardíacas, foi reanimada e precisou passar por uma cirurgia de emergência. A empresária não resistiu e morreu na noite de 8 de agosto.
Médicos foram indiciados
O cirurgião plástico André Melo foi indiciado por homicídio culposo majorado e falsidade ideológica. O anestesiologista envolvido no procedimento também foi responsabilizado por homicídio culposo majorado.
Já o médico plantonista que atuava durante a madrugada foi indiciado por homicídio majorado. A profissional que estava de plantão pela manhã responde por homicídio sem majorante.
A família de Giovanna afirma que o médico não teria comparecido para avaliar a paciente, mesmo diante das reclamações apresentadas por ela e da piora de seu estado de saúde.
Investigação
Durante o inquérito policial, ao menos 12 testemunhas foram ouvidas para esclarecer as circunstâncias que antecederam a morte da paciente e os atendimentos realizados após a cirurgia.
O depoimento do cirurgião André Melo ocorreu em 21 de agosto.
O Conselho Regional de Medicina do Pará (CRM-PA) também apura o caso há quase um mês, no âmbito de sua competência.
A delegacia responsável confirmou, na sexta-feira, dia 4, que o inquérito policial foi concluído. O procedimento deve ser encaminhado ao Ministério Público do Pará (MPPA) na semana seguinte.













