O Ministério Público do Estado do Pará (MPPA) investiga um suposto esquema de desvio de recursos públicos envolvendo contratos do Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade do Pará (Ideflor-Bio).
O valor investigado ultrapassa R$ 14 milhões. Entre os principais denunciados estão o ex-presidente do instituto, Nilson Pinto de Oliveira, e sua mulher, Lena Ribeiro Pinto, além da vereadora de Bragança, Tatiana Ferreira Rodrigues.
A apuração foi iniciada em maio deste ano e analisa operações financeiras realizadas entre fevereiro de 2023 e março de 2026. Segundo o Ministério Público, há suspeitas de irregularidades em licitações, direcionamento de contratos e falhas na execução dos serviços contratados.
Contratos do Ideflor-Bio são alvo de investigação
Os contratos investigados foram firmados entre o Ideflor-Bio e a Construtora Duas Marias e previam serviços de manutenção do muro do Parque Estadual do Utinga, reforma de imóveis do instituto e manutenção predial. Durante a apuração, foram identificados indícios de falhas na documentação técnica e possíveis irregularidades na execução dos trabalhos.
O Ministério Público também aponta movimentações financeiras entre a empresa contratada, intermediários e integrantes do grupo supostamente beneficiado pelo esquema.
De acordo com a investigação, documentos administrativos e fiscais, registros bancários e outras informações obtidas mediante autorização judicial ajudaram a identificar indícios de possíveis irregularidades.
Vereadora de Bragança está entre os investigados
A vereadora de Bragança, Tatiana Ferreira Rodrigues, também figura entre os investigados. Ela é apontada como gestora da empresa contratada para executar os serviços.
Entre os crimes investigados estão associação criminosa, lavagem de capitais e corrupção ativa. O Ministério Público também apura suspeitas de utilização de recursos públicos para a compra de imóveis no exterior e de artigos de luxo.
O órgão ressalta que o prejuízo aos cofres públicos ainda poderá ser atualizado no decorrer do processo, conforme o avanço das apurações.
Ministério Público pede afastamento de investigados
O Ministério Público solicitou o afastamento de Nilson Pinto e Lena Pinto de seus cargos. No entanto, o casal deixou as respectivas funções em julho deste ano.
As denúncias foram apresentadas à 10ª Vara Criminal de Belém e aguardam análise da Justiça. Outras pessoas também foram denunciadas por suposta participação nas irregularidades.
Fotos: reprodução
Fonte: G1 Pará












