O número de denúncias de assédio eleitoral no ambiente de trabalho chegou a 1.937 em 2026, segundo dados do Ministério Público do Trabalho (MPT). Os registros incluem casos relacionados às eleições presidenciais e cresceram durante o período entre o primeiro e o segundo turno, realizado em outubro.
De acordo com o levantamento, foram registradas 946 denúncias entre o primeiro e o segundo turno. São Paulo lidera o ranking, com 350 registros, seguido por Minas Gerais, com 212, e Rio de Janeiro, com 169.
O aumento das denúncias ocorre em meio à disputa política nacional e à repercussão do resultado das urnas, que definiu a derrota de Flávio Bolsonaro. Os números, porém, não comprovam que todos os casos tenham relação direta com o resultado eleitoral. As denúncias precisam ser apuradas pelas autoridades competentes.
Pressão política no ambiente de trabalho
O assédio eleitoral ocorre quando empregadores, superiores hierárquicos ou outras pessoas utilizam a relação profissional para pressionar trabalhadores a apoiar ou rejeitar candidatos, partidos ou posições políticas.
Entre as condutas que podem caracterizar a prática estão ameaças de demissão, promessas de benefícios, constrangimentos, exigência de participação em atos políticos e imposição de gravações ou publicações de apoio a candidatos.
A pressão também pode ocorrer por meio de aplicativos de mensagens, redes sociais e reuniões relacionadas ao trabalho. O voto é secreto e livre, e nenhum empregador pode utilizar sua posição para interferir na escolha política de um funcionário.
Denúncias podem ser feitas mesmo após as eleições
O encerramento da votação não impede a investigação de possíveis irregularidades. O Ministério Público do Trabalho informou que as denúncias continuam sendo recebidas e apuradas, enquanto a Justiça do Trabalho mantém o compromisso de combater práticas que violem a liberdade política dos trabalhadores.
As vítimas podem registrar denúncias nos canais oficiais do MPT e do Ministério Público Eleitoral. Mensagens, e-mails, gravações e outros documentos podem ajudar na apuração dos fatos.
A liberdade de escolha política é um direito garantido, e eventuais ameaças ou retaliações motivadas pela preferência eleitoral podem resultar em medidas judiciais e sanções aos responsáveis.











