Operação prende seis servidores suspeitos de cobrar propina em Belém e Ananindeua

Operação Fariseus

 

Seis servidores públicos municipais foram presos temporariamente durante a Operação Fariseus, deflagrada pela Polícia Civil do Pará para investigar um suposto esquema de corrupção na Central Municipal de Licenciamento de Empresas de Belém. O órgão reúne funcionários das secretarias municipais de Finanças (SEFIN), Urbanismo (SEURB), Meio Ambiente (SEMMA) e Saúde (SESMA).

A operação foi realizada em Belém e Ananindeua, na Região Metropolitana de Belém, e também resultou no afastamento cautelar de 16 servidores públicos por determinação da Justiça.

Segundo as investigações, os suspeitos integravam uma associação criminosa que cobrava propina de empresários para evitar a aplicação de multas em estabelecimentos sem licença. Parte dos valores também seria destinada a facilitar a liberação de documentos e licenças.

Os seis servidores presos permanecem à disposição da Justiça após a realização dos procedimentos policiais.

Operação Fariseus apreende dinheiro, celulares e documentos

Durante o cumprimento das medidas judiciais, os policiais apreenderam computadores, celulares e documentos. Na residência de um dos investigados, foram encontrados R$ 16.300 em dinheiro vivo.

De acordo com a Polícia Civil, os suspeitos não conseguiram comprovar a origem lícita do dinheiro apreendido. O material recolhido será analisado para identificar possíveis novos envolvidos no esquema, bem como empresários que possam ter pago propina aos servidores.

A investigação também identificou movimentações financeiras consideradas suspeitas. A quebra do sigilo bancário revelou transferências realizadas por empresários e contadores para um dos investigados, que seria responsável por distribuir os valores aos demais participantes do grupo.

A Polícia Civil do Pará continua as investigações para identificar todos os participantes da suposta rede de corrupção e esclarecer a participação de empresários e contadores nas movimentações financeiras investigadas.

Foto: reprodução

 

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