A Polícia Civil do Pará deflagrou a Operação Creuza para investigar o assassinato da comerciante Creuza Paula de Souza Tavares, morta em 7 de fevereiro de 2025, enquanto trabalhava em sua loja de roupas, no bairro do Coqueiro, em Ananindeua, na Região Metropolitana de Belém.
As diligências ocorreram simultaneamente nos estados do Pará, São Paulo e Santa Catarina, com o cumprimento de mandados de prisão preventiva, busca e apreensão, além de outras medidas cautelares. A investigação é conduzida pela Delegacia de Homicídios Metropolitana, que apura a possível participação de integrantes do Comando Vermelho no crime.
Durante a operação, foram realizadas ações em Belém, Ananindeua e Tracuateua, no Pará; em São Bernardo do Campo, em São Paulo; e em Guabiruba, em Santa Catarina. No Pará, os policiais apreenderam drogas, munições de arma de fogo e objetos de possível origem ilícita. Também foram realizadas prisões em flagrante por tráfico de drogas.
Investigação aponta planejamento do assassinato
Segundo a investigação, os suspeitos teriam monitorado a rotina da comerciante durante vários dias antes da execução. Uma das linhas investigativas aponta que Creuza se recusava a pagar a chamada “taxa do crime”, supostamente cobrada por integrantes da organização criminosa.
Outra hipótese levantada pelos investigadores é a de que a amizade da comerciante com policiais que frequentavam seu estabelecimento também teria motivado o assassinato.
A Polícia Civil afirma que conseguiu acessar grupos de aplicativos de mensagens utilizados para planejar e coordenar o crime. Os investigadores também apontam que uma chamada de vídeo teria sido utilizada no momento da execução, permitindo que integrantes da organização criminosa acompanhassem o assassinato à distância.
Os elementos reunidos durante a investigação fundamentaram os pedidos de medidas judiciais, autorizadas pela Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Ananindeua.
Dois investigados morreram durante ações policiais
Durante o cumprimento das medidas da Operação Creuza, dois investigados morreram em intervenções policiais realizadas em estados diferentes.
Em Santa Catarina, Kleber Deyvison da Silva Leal, conhecido como “Leal”, foi atingido durante uma abordagem policial. Segundo a versão apresentada pela polícia, ele teria reagido à abordagem.
Em São Paulo, Lucas de Araujo Bier Roca da Costa, conhecido como “LK”, também morreu após ser atingido durante uma intervenção policial.












