O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, na quinta-feira (17), que o governo pretende disponibilizar gratuitamente canetas emagrecedoras para pacientes com obesidade pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A declaração ocorreu durante uma visita ao complexo industrial da Eurofarma, em Minas Gerais.
“Essa canetinha vai ser utilizada para cuidar de graça das pessoas que tenham obesidade. Quando um médico detectar que um homem ou uma mulher tem problema de se curar […] os médicos também têm que contribuir. Daqui a pouco vai ter deputado jogando caneta para o povo. É uma irresponsabilidade. A pessoa é que tem que saber se vai fazer bem para a saúde”, afirmou Lula.
Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, a disponibilização das chamadas canetas emagrecedoras está relacionada a um estudo sobre o uso de análogos de GLP-1 no SUS. Atualmente, existem barreiras legais para a incorporação desses medicamentos à rede pública de saúde.
Um dos princípios ativos utilizados nesses medicamentos é a semaglutida, cuja patente perdeu a validade no Brasil em março de 2026. A mudança permite que fabricantes possam produzir versões genéricas em maior escala, o que pode ampliar a oferta do medicamento.
As canetas emagrecedoras são medicamentos injetáveis aplicados sob a pele. A semaglutida foi originalmente desenvolvida para o tratamento do diabetes tipo 2, mas também ganhou notoriedade pelo efeito na redução do peso corporal.
O presidente também voltou a defender a prática de exercícios físicos. Em março, Lula havia afirmado que o remédio não deveria ser tratado como um prêmio para pessoas que não fazem esforço para emagrecer e destacou a importância de atividades como caminhada e exercícios.
A proposta apresentada pelo governo prevê que o medicamento seja direcionado a pessoas que realmente necessitam do tratamento para obesidade, e não como uma forma de distribuição generalizada.
A iniciativa também ocorre a partir de uma orientação da Organização Mundial da Saúde (OMS), que recomendou que os países avaliem formas de acesso a medicamentos análogos de GLP-1 para o tratamento da obesidade.
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil












