Na nova legislação sobre minerais críticos e estratégicos, que ajudou a construir, deputado defende industrialização, empregos qualificados e cidades estruturadas
O Brasil entrou em uma nova fase de sua política mineral. Com a sanção da Lei nº 15.506/2026, na quarta-feira (16), foi criada a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos, estabelecendo diretrizes para a exploração, o beneficiamento, o refino e a transformação de minerais essenciais à produção de tecnologias como carros elétricos, smartphones, sistemas militares e data centers.
No Pará, um dos protagonistas desse novo momento é o deputado federal Keniston Braga (MDB-PA). Parlamentar de Parauapebas, município diretamente ligado à atividade mineral, Keniston vem atuando na Câmara dos Deputados para que a nova política não represente apenas o aumento da extração, mas também uma mudança no modelo de desenvolvimento da região.
A nova legislação prevê R$ 2 bilhões da União para o Fundo Garantidor da Atividade Mineral (Fgam) e outros R$ 5 bilhões em incentivos ao beneficiamento e à transformação de minerais críticos e estratégicos no Brasil.
Para Keniston, os recursos abrem uma oportunidade para que estados produtores, especialmente o Pará, avancem da exportação de matéria-prima para a produção de bens com maior valor agregado.
“O Brasil tem uma oportunidade histórica de transformar suas riquezas minerais em desenvolvimento, emprego e fortalecimento da nossa economia”, afirma o deputado.
A verticalização da produção mineral é uma das principais bandeiras defendidas por Keniston. O parlamentar sustenta que o minério extraído no Pará precisa gerar, no próprio território, mais indústria, tecnologia, inovação e empregos qualificados.
A proposta é fazer com que uma parcela maior da riqueza gerada pela mineração permaneça nos municípios produtores e beneficie diretamente a população.
Essa visão também está presente no trabalho de Keniston à frente da Comissão de Desenvolvimento Urbano da Câmara dos Deputados. No comando do colegiado, o deputado relaciona a agenda econômica da mineração às necessidades das cidades, como habitação, saneamento, mobilidade e infraestrutura.
A estratégia defendida por Keniston é que o ciclo de investimentos em minerais críticos e estratégicos seja acompanhado pela preparação dos municípios para receber novas indústrias e uma população economicamente mais diversificada.
Dessa forma, a exploração mineral pode ser acompanhada pela geração de novas atividades econômicas, desenvolvimento urbano e melhoria da infraestrutura das cidades.
Com o Pará ocupando posição de destaque na produção nacional de minerais estratégicos, a atuação do deputado coloca os municípios mineradores no centro desse debate.
Para Keniston Braga, o desafio agora é mudar a direção do ciclo mineral: manter a produção de minério, mas ampliar a participação do Pará na indústria, no conhecimento, na tecnologia e na geração de desenvolvimento a partir de suas próprias riquezas minerais.












