Líderes nas pesquisas de intenção de voto para a Presidência da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) devem adotar uma estratégia semelhante durante a campanha eleitoral de 2026: reduzir a participação em debates televisivos e priorizar entrevistas individuais com veículos de comunicação.
Segundo informações discutidas pelas equipes de campanha, ambos os candidatos avaliam que os debates podem ampliar o desgaste político, principalmente em razão dos elevados índices de rejeição registrados nas pesquisas eleitorais. A alternativa é concentrar a agenda em sabatinas e entrevistas, formato considerado mais favorável para apresentar propostas sem o confronto direto com adversários.
No caso de Flávio Bolsonaro, a orientação é evitar debates em que Lula não esteja presente. A avaliação de aliados é de que, sem o principal adversário no palco, o candidato do PL se tornaria o principal alvo dos ataques de concorrentes como Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo) e Renan dos Santos (Missão).
Lula declarou publicamente que pretende participar apenas de debates que priorizem a discussão de propostas para o país. Nos bastidores, a tendência é que o presidente participe somente do último debate do primeiro turno, tradicionalmente promovido pela Rede Globo, caso o formato atenda aos critérios defendidos por sua campanha.












