O futuro da Feira Verde, em Parauapebas, voltou ao debate nos últimos dias após uma reunião entre feirantes, o deputado federal Keniston Braga, o pré-candidato a deputado estadual Júnior do Macre e outras lideranças. O encontro teve como pauta a busca de uma solução para o impasse envolvendo a área destinada à construção de uma feira livre e terminou com o compromisso de trabalhar pela retomada do projeto.
Durante a reunião, os feirantes apresentaram suas reivindicações e relataram as dificuldades enfrentadas após a retirada das estruturas construídas no local. A área, localizada nas proximidades do Bairro dos Minérios e do acesso pela PA-160, passou a ser ocupada por trabalhadores que aguardavam a implantação definitiva do espaço destinado à comercialização de produtos, especialmente da agricultura familiar e de pequenos produtores.
Na época o deputado federal Keniston Braga, ocupava a Secretaria de Governo da administração municipal e destacou que participou da construção inicial do projeto. “O início foi dado. A gente foi lá e deixou o negócio comprado e encaminhado”, disse aos feirantes.
Júnior do Macre defendeu a participação dos pequenos produtores nas decisões sobre políticas públicas. “Eu quero um lugar na mesa para discutir o que importa para o povo. Se o pequeno não tiver espaço, não tiver voz, não tiver linha de crédito, não tiver estrutura, não tiver apoio para ter uma feira de qualidade, isso não é justo”, afirmou.
O encontro ocorreu após a repercussão da retirada das estruturas existentes na área, realizada em junho de 2025. Na ocasião, os feirantes informaram que ocupavam o local havia mais de um ano e aguardavam a implantação da Feira Verde. Segundo a presidente da associação dos trabalhadores, Silvany Vânia, a área havia sido adquirida com essa finalidade e as construções erguidas pelos ocupantes tinham caráter provisório, enquanto aguardavam uma definição sobre o projeto.
À época, a Prefeitura informou que as estruturas existentes não possuíam autorização ou regularização para permanecer no local, justificando a remoção como parte de uma ação administrativa.
A situação transformou uma questão administrativa em um tema de interesse público, envolvendo trabalhadores, representantes políticos e o poder público. Com a reunião realizada nesta semana, os feirantes esperam que o diálogo contribua para uma solução que permita a implantação definitiva da Feira Verde e a utilização da área como espaço de apoio à produção e ao comércio de Parauapebas.












