Após a vitória da Argentina por 2 a 1 sobre a Inglaterra, na semifinal da Copa do Mundo, os jogadores da seleção argentina provocaram polêmica ao exibirem uma faixa com a mensagem “Las Malvinas Son Argentinas” (“As Malvinas são argentinas”) durante a comemoração com os torcedores.
Ainda não há informações que comprovem a origem do material nem como ele chegou aos jogadores após o apito final.
A manifestação faz referência à disputa de soberania pelas Ilhas Malvinas, chamadas de Falklands pelo Reino Unido. O tema é considerado um dos principais pontos de tensão entre os dois países e possui forte carga política e histórica.
O Código de Conduta para Estádios da Fifa determina que é proibida a entrada e a exibição de faixas, bandeiras, panfletos, vestimentas e outros materiais de natureza política, ofensiva ou discriminatória nos estádios utilizados pela entidade. A atitude dos jogadores pode ser interpretada como uma violação dessa norma.
A disputa pelas ilhas remonta ao século XIX. A Argentina afirma que herdou a soberania do território após sua independência da Espanha, em 1816, e sustenta que o Reino Unido ocupou as ilhas de forma ilegal em 1833. Desde então, o governo britânico mantém o controle do arquipélago, enquanto a maior parte da população local declarou desejar permanecer sob soberania britânica.
O conflito mais intenso ocorreu em 1982, quando Argentina e Reino Unido entraram em guerra pelas ilhas no Atlântico Sul. O confronto terminou com a vitória britânica e deixou 649 soldados argentinos e 255 militares britânicos mortos.












