Um surto de hantavírus registrado a bordo do navio de luxo MV Hondius provocou a morte de três pessoas e mobilizou uma operação internacional de desembarque e repatriação. Segundo informações divulgadas pela Organização Mundial da Saúde, oito passageiros adoeceram, seis tiveram diagnóstico confirmado e três morreram.
Entre as vítimas fatais estão um casal holandês e um cidadão alemão. O caso mais grave segue sendo monitorado pelas autoridades de saúde da Espanha, após um passageiro francês testar positivo para a doença e apresentar piora no estado clínico.
A operação ocorre no Porto de Granadilla, em Tenerife, onde o navio permaneceu atracado para reabastecimento. A ministra da Saúde da Espanha, Mónica García, afirmou que todos os ocupantes devem desembarcar até o final desta segunda-feira (11), permitindo que a embarcação siga viagem.
Voos de repatriação foram organizados
As autoridades espanholas e governos estrangeiros organizaram voos especiais de repatriação para retirar passageiros do navio. Um voo destinado à Austrália transportará seis passageiros, enquanto outro voo para a Holanda levará 18 pessoas. Os dois aviões também devem embarcar cidadãos de outras nacionalidades, que não enviaram seus próprios voos de repatriação.
Após o desembarque dos últimos passageiros, cerca de 30 tripulantes permanecerão a bordo do MV Hondius. O navio seguirá para a Holanda, onde será submetido a um processo completo de desinfecção.
Caso envolvendo americanos preocupa autoridades
Entre os 17 americanos já repatriados anteriormente, um passageiro testou positivo para a cepa Andes do hantavírus, considerada uma das variantes mais perigosas da doença. Outro cidadão dos Estados Unidos apresenta sintomas leves e permanece sob observação médica.
O que é o hantavírus
O hantavírus é transmitido principalmente pelo contato com urina, fezes ou saliva de roedores contaminados. Em casos graves, a infecção pode causar síndrome cardiopulmonar, levando à insuficiência respiratória e até à morte.
A cepa Andes, identificada em ao menos um dos passageiros, chama atenção por já ter apresentado registros raros de transmissão entre humanos em surtos anteriores na América do Sul.
Fonte: da Reuters













