A Petrobras anunciou, no último sábado (2), um reajuste de 19,2% no preço do gás natural vendido às distribuidoras. O aumento já está em vigor desde o dia 1º de maio. A medida impacta diretamente o custo da energia para indústrias e usinas térmicas e, indiretamente, pode chegar ao consumidor final.
O reajuste ocorre poucos meses após a última atualização, feita em fevereiro, antes da intensificação do conflito no Oriente Médio.
A política de preços da estatal prevê revisões trimestrais, levando em conta variáveis internacionais. O novo valor considera fatores como a cotação do petróleo Brent, a variação do câmbio e os preços de referência do gás natural no mercado norte-americano, como o Henry Hub.
O cenário geopolítico também tem peso. A escalada de tensões envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã vem elevando a volatilidade no mercado global de energia, refletindo diretamente nos preços praticados no Brasil.
A Associação Brasileira das Empresas Distribuidoras de Gás Canalizado (Abegás) já projetava um aumento próximo de 20% a partir de maio.
Na aviação, a Petrobras também promoveu reajustes recentes: o combustível de aviação teve alta de 18% nesta semana, após um aumento expressivo de 55% registrado em abril.
Fonte: CNN Brasil













